segunda-feira, 25 de abril de 2011

Crescimento do setor de Shoppings Centers na Região Norte

A chegada desses empreendimentos a região passa uma relativa imagem de modernidade e crescimento econômico mas também a chegada de novas concepções e comportamentos

A chegada de um shopping center em uma cidade contemporânea é algo fundamental de ser analisado, afinal, para o senso comum atual, uma cidade sem shopping center é tida como uma "cidade incompleta", como se faltasse algo, um "vazio" que tem que ser preenchido e que todas as cidades tem a esperança de um dia preencher. E seu significado é muito claro, pois ele reuni todas as praticidades e marcas modernas, e atrai um fluxo constante de consumidores através de pesadas campanhas de marketing, ao mesmo tempo que força o comercio de rua a competir com ele, muitas vezes sem sucesso para o comercio tradicional. É notável também analisarmos que um shopping center funciona como uma pequena cidade paralela, sendo a administração sua prefeitura, o pessoal da faxina os garis, os seguranças sendo a policia e os alugueis os impostos. Ou seja podemos perceber que o shopping center funciona como uma pequena "cidade artificial" e ao mesmo tempo segregada pois quem não tem poder de consumo não irá frequentá-lo. 

Primeiro Momento: Oficialmente o primeiro shopping center da Região Norte é o Amazonas Shopping, inaugurado em 1991 em Manaus, atraído pelo crescimento do setor comercial e varejista impulsionado pela Zona Franca de Manaus a partir dos anos de 1980 o grande capital varejista volta os olhos para a capital amazonense, a chegada do empreendimento introduziu na região amazônica novos hábitos e costumes na população que anteriormente costumava fazer suas compras no tradicional comercio de rua. Poucos anos depois Belém viveu um momento semelhante, quando surgiu a "disputa" de qual iria ser o primeiro shopping do estado do Pará, o Shopping Iguatemi Belém (Hoje Shopping Pátio Belém) saiu na frente e foi inaugurado em 27 de Outubro e logo em seguida foi inaugurado o Shopping Castanheira em 30 de Novembro de 1993 ainda maior e no principal entroncamento rodoviário da cidade, hoje completamente constantemente congestionado, pois na época não foram feitos estudos de impactos ambientais ou de vizinhança.

Gráfico mostrando o crescimento do setor na Região Norte

Após a instalação de shoppings centers nas duas grandes metrópoles da Amazônia (Manaus e Belém), no inicio dos anos 90, houve um relativo período de baixo crescimento do setor, ao que parece isso deve-se muito mais a fatores nacionais do que propriamente regionais . Um dos fatores nacionais que pode ser destacado é a hiperinflação que o Brasil viveu no inicio da década e em seguida a crise econômica provocada no final dos anos 90 em decorrência das privatizações, que gerou desempregos, aumento do custo de vida e baixo crescimento varejista em todo o país. Logo a politica econômica nacional refletiu no setor aqui na região norte, e podemos analisar no gráfico acima que entre 1991 e 2005 o crescimento foi lento e gradual, sobretudo na década de 1990. 

Alguns dos mais recentes lançamentos do setor de shoppings na região

Segundo Momento: A partir de 2005 nota-se uma aceleração do setor na região, acompanhando a tendência nacional, e dar-se inicio a um segundo momento do setor com três características (Crescimento, Expansões e Interiorização).

  • Crescimento: Assim como no primeiro momento o setor ainda se concentrava nas duas metrópoles da região norte (Belém e Manaus), com novos lançamentos. Manaus que hoje tem 7 shoppings e deve chegar a 11 até 2014, e hoje conta também com o maior empreendimento da região, o Manauara Shopping inaugurado em 2009. A Grande Belém passou 16 anos sem nenhum novo grande centro de compras, até a inauguração do Boulevard Belém em 2009, e hoje a Grande Belém conta com 4 Shoppings em operação com a previsão de chegar a 8 até 2015.
  • Expansões: Não somente são inaugurados novos empreendimentos, mas os antigos e até os novos shoppings estão passando por processos de expansões e reformas é o caso do Amazonas Shopping, do Shopping Castanheira, do Pátio Belém entre outros. Para não perderem sua clientela e não ver cair o fluxo de consumidores e consequentemente o lucro.
  • Interiorização: Talvez seja a principal marca deste novo momento do setor na região, se no primeiro momento os shoppings se instalavam nos grandes centros da região, agora eles estão se instalando nas capitais de médio porte da região, ou seja, entre 100.000 e 500.000 habitantes tais como Porto Velho - RO que teve o primeiro grande shopping fora das grandes metrópoles (Porto Velho Shopping - 2008), seguido de Palmas - TO (Capim Dourado Shopping - 2010), Rio Branco - AC (Via Verde Shopping - 2011), Macapá - AP (Amapá Garden Shopping - 2013) e Boa Vista (Roraima Garden Shopping - 2014). Porém, além das capitais o setor também avança em cidades médias do interior de alguns estados sobretudo no Pará com cidades como Santarém (Paraíso Shopping - 2010 e Rio Tapajós - 2014), Tucuruí (Tucuruí Shopping - 2005), Parauapebas (Unique Shopping - 2011), Marabá (Shopping Pátio Marabá - 2013), Paragominas (Shopping Paricá - 2014),  Castanhal (Shopping Modelo - 2015),  Ananindeua (Shopping Metrópole - 2015).



Referências:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_shopping_centers_da_regi%C3%A3o_Norte_do_Brasil
http://www.portaldoshopping.com.br/
Texto Reeditado  em 16/05/2013

terça-feira, 12 de abril de 2011

Copa á brasileira



Durante o anúncio de que o Brasil, "o país do futebol", seria sede da Copa do Mundo de 2014, o governo federal na época ainda no governo Lula, fez questão de fazer um enorme trabalho de marketing em cima da vinda do mundial para o país, e assim que as cidades sedes foram escolhidas, e algumas até hoje sob suspeitas, se tratando que o presidente da CBF (Confederação brasileira de Futebol) ainda era o corrupto Ricardo Teixeira. Prometeram a todo o Brasil grande investimentos não somente na construção de estádios que serão sem dúvidas o palco principal do evento, mas prometeram também investimentos em diversas áreas como capacitação de pessoal especializado, investimentos em infraestrutura de transportes como metrô, linhas de ônibus, corredores expressos, reforma, modernização e ampliação de portos e aeroportos bem como melhorias na rede hoteleira, e melhorias no saneamento básico e moradia em algumas regiões, tudo para que os mais de 600 mil turistas fossem bem recebidos, e as grandes obras de infraestrutura seriam um "legado para o povo brasileiro".
Mapa das cidades-sedes da Copa de 2014, o critério turístico  foi
o principal critério avaliado pela Fifa
Pois bem, a menos de dois anos para o mundial o que se vê é que as cidades sedes mal conseguem cumprir o cronograma de construção dos estádios, que estão sendo construídos a "trancos e barrancos", mesmo com escândalos de corrupção e superfaturamentos. Outra questão a ser analisada são as cada vez mais constantes imposições da Fifa, através da lei geral da Copa que simplesmente atropela nossa soberania nacional em vários quesitos como venda de bebidas alcoólicas nos estádios, meia entrada para estudantes e gratuidade para idosos e portadores de deficiências. Vale-se atentar também para o papel da grande mídia que atualmente enfoca a preocupação apenas com a construção dos estádios sem contudo se quer mencionar o "legado para o povo brasileiro" que a copa deixaria através das melhorias em infraestrutura e os governos já planejam ao estilo do famoso "jeitinho brasileiro" acomodar turistas em cidades vizinhas e em  casas de famílias, um total improviso que fará desta Copa nas palavras do "rei" Pelé: "A Copa mais inesquecível de todos os tempos".

Abaixo, os estádios sede para o mundial de 2014:

Belo Horizonte
Estádio Mineirão
Capacidade: 69.000
Valor inicial: 743,4 milhões
(a ser reformado)

                                                                       Brasília
Estádio Nacional de Brasília
Capacidade: 71.000
Valor inicial: 696 milhões
(a ser construído)













Cuiabá
Arena Pantanal
Capacidade: 43.600
Valor inicial: 342 milhões
(a ser reconstruído
                                                                       Curitiba
Arena da Baixada
Capacidade: 42.000
Valor inicial: 130 milhões
(a ser reformado)













Fortaleza
Estádio Castelão
Capacidade: 67.037
Valor inicial: 452,2 milhões
(a ser reformado)
                                                                      Manaus
Arena Amazônia
Capacidade: 44.310
Valor inicial: 499,5 milhões
(a ser construído)











Natal
Arena das Dunas
Capacidade: 45.000
Valor inicial: 400 milhões
(a ser construído)
  
                                                                         Porto Alegre
Estádio Beira-Rio
Capacidade: 60.000
Valor inicial: 120 milhões
(a ser reformado)









Recife
Arena Pernambuco
Capacidade: 46.000
Valor inicial: 464 milhões
(a ser construído)


                                                                    Rio de Janeiro
Estádio do Maracanã
Capacidade: 76.000
Valor inicial: 705 milhões
(a ser reformado)









Salvador
Estádio da Fonte Nova
Capacidade: 50.000
Valor inicial: 591 milhões
(a ser reconstruído)


                                                                     São Paulo
Estádio do Corinthians (Itaquerão)
Capacidade: 65.000
Valor Inicial: 335 milhões
(A ser construído)



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